
Magdala, na margem ocidental do Lago de Genesaré, é conhecida como o antigo local de nascimento de Maria Madalena. Escavações arqueológicas recentes puseram a descoberto uma sinagoga do século I, uma das poucas que datam do tempo de Jesus, com um valioso mosaico e um relevo em pedra representando o Templo de Jerusalém. O sítio contém igualmente vestígios de habitações, estradas e instalações de transformação do peixe, que atestam a importância económica da cidade, ligada principalmente à pesca e à salga do peixe. Magdala foi destruída durante a Primeira Guerra Judaica (66-70 d.C.) e nunca mais foi reconstruída.
A tradição cristã atribui um papel importante em Magdala à presença de Maria Madalena nos relatos evangélicos: segundo os Evangelhos, ela testemunhou a crucificação e a ressurreição de Cristo. Maria Madalena é recordada como a primeira pessoa a quem Jesus ressuscitado apareceu, tornando-se assim "o apóstolo dos apóstolos". A memória de Magdala está, pois, intimamente ligada à figura desta mulher, símbolo de conversão e de fidelidade.
Eis alguns dos principais textos bíblicos que mencionam Maria Madalena:
Lucas 8, 2-3: Maria Madalena é mencionada entre as mulheres que seguiam Jesus e o ajudavam nas suas possessões; sete demónios tinham saído dela.
Marcos 15, 40-41: Estava presente debaixo da cruz com outras mulheres e assistiu à morte de Jesus.
Mateus 27, 55-56; 27, 61: Maria Madalena assistiu à crucificação e ao enterro de Jesus.
Marcos 16, 1-8; Mateus 28, 1-10; Lucas 24, 1-10; João 20, 1-18: Foi uma das primeiras a ver o túmulo vazio e o anúncio da ressurreição; segundo o Evangelho de João, foi a primeira a ver Jesus ressuscitado e a receber dele o mandato de anunciar a sua ressurreição aos apóstolos.
Magdala, atualmente chamada Migdal, situa-se na margem ocidental do lago de Genesaré, a cerca de 6 km a norte de Tiberíades. Era já uma cidade florescente nos tempos helenístico e romano, conhecida pelas suas actividades de transformação e salga de peixe, de tal modo que era chamada "Tarichea" (do grego tarichos, "peixe salgado") nas fontes antigas.
As escavações arqueológicas, iniciadas em 2009, puseram a descoberto uma sinagoga do século I d.C., uma das mais antigas da Galileia, com um precioso pavimento em mosaico e um relevo em pedra que representa simbolicamente o Templo de Jerusalém. Foram também descobertos vestígios de armazéns, bacias de processamento de peixe, estradas pavimentadas, habitações e um porto. Estas descobertas testemunham a importância comercial e a vitalidade económica da cidade.
Magdala foi destruída durante a Primeira Guerra Judaica (66-70 d.C.) e nunca foi reconstruída.

