Santo Antônio: padoeiro da Custódia da Terra Santa

Quinta-feira, 13 de junho, na igreja S. Salvador, em Jerusalém, aconteceram as celebrações da Solenidade de Santo Antônio de Pádua, padroeiro da Custódia da Terra Santa.

O Vigário da Custódia, Fr. Dobromir Jazstal, por primeiro, recordou a importância dessa figura na História da Custódia, durante a celebração das Primeiras Vésperas, quarta-feira, 12 de junho, presididas por ele. O Vigário sublinhou, especialmente, as antigas raízes da devoção da Custódia por Santo Antônio, ligada a dois eventos. 

O primeiro remonta ao conflito anglo-turco de 1917, durante o qual o Governador Giamal Pascià decidiu encarcerar os Franciscnos, deixando os Lugares Santos em abandono. Nessa ocasião especial, os Franciscanos rezaram ao Santo com fervor, a pedido de Fr. Eutímio Castellani, Presidente da Custódia – que substituia o Custódio, ausente naquele período. As crônicas da Custódia testemunham que, no amanhecer do terceiro dia, o Patriarca Latino do tempo, dirigiu-se ao Governador Pasiá a fim de pedir a graça pelo seu Auxiliar, gravemente doente, mas com sua surpresa a obteve também para os padres e religiosos franciscanos italianos.

O segundo evento é de novembro de 1917, quando os Franciscanos arriscaram novamente serem presos mas, depois de invocar o Santo, receberam um telegrama de Costantinópolis que lhes permitia permanecer na Terra Santa. Logo depois da Primeira Guerra Mundial, por sugestão de Fr. Castellani, e sob responsabilidade do Custódio de então, Fr. Ferdinando Diotallevi, o Papa Bento XV confirmou e declarou Santo Antônio de Pádua Padroeiro da Custódia, assim, desde 1929, esta festa se tornou Solenidade em toda a Custódia da Terra Santa.

A solene Celebração Eucarística, realizada no dia da Solenidade, quinta-feira, 13 de junho, foi presidida pelo Custódio da Terra Santa, Fr. Francesco Patton, e teve grande participação. 

Fr. Patton, em sua homilia, sublinhou a capacidade do Santo de influenciar todos os que encontrou, ao longo de seu caminho: os simples que encontrava nas praças, o clero e os Prelados, mas também o Papa Gregório IX, que ficou muito impressionado no colóquio com o Santo. O Santo taumaturgo, declarou o Custódio, "vive o Evangelho, anuncia o Evangelho, convida delinear a própria vida a partir do Evangelho e, apesar de ter tido vida breve, é ainda para nós exemplo de como acolher o Evangelho”.
Ao concluir, como em cada ano, a Custódia da Terra Santa foi confiada a Santo Antônio para que ele a custodie e a proteja.

Giovanni Malaspina