Natividade da Virgem Maria: na igreja Santa Ana pela França

Na solenidade da Natividade da Beata Virgem Maria, domingo, dia 08 de setembro, na
Basílica de Santa Ana, realizou-se a tradicional celebração eucarística que recorda a proximidade
francesa da Custódia da Terra Santa.


Diversos e numerosos fiéis e religiosos de língua francesa tomaram parte na Eucaristia
nesse dia de festa. O local em que se realizou a celebração tem sua origem no Protoevangelho de
Tiago, o qual sublinha que a casa dos pais de Maria – Joaquim e Ana – estava “não longe do
Templo”. A partir da dedicação da pequena Basílica, edificada sobre a casa dos dois santos, no
quarto século, a solenidade foi difundida em todo o Ocidente pelo Papa Sérgio I, de origem síria.
A Basílica, construída pelos Cruzados, é um dos edifícios que permaneceram intactos
apenas por decisão do rei Saladino, o qual a transformou em Escola Corânica Shafi’ita. Para a
Custódia da Terra Santa é celebração tradicional, que tem suas raízes no passado: também
durante a ocupação muçulmana, os franciscanos tentaram todos os modos obter acesso a fim de
garantir a celebração. Conseguiam penetrar pela janelinha ainda visível na cripta. Somente no
século XV os Frades obtiveram um documento oficial que lhes permitiu celebrar a Eucaristia no
dia da Natividade da Virgem (08 de setembro) e na Solenidade da Imaculada Conceição (08 de
dezembro).


Depois da guerra da Crimeia, em 1856, o edifício foi dado a napoleão III pelo Sultão Abdul
, como agradecimento pelo apoio militar no conflito. A atual igreja foi restaurada depois a da
guerra de 1967, pois havia sofrido grande danos, e foi confiada aos cuidados dos Padres Brancos,
Missionários da África, congregação missionária fundada pelo Cardeal Charles-Martial Allemand
Lavigerie.


Fr. Stéphane Milovitch, Vice-Ecônomo da Custódia e responsável pelo setor dos Bens
Culturais da Custódia, presidiu a Eucaristia. Na homilia, o tema foi a pessoa Virgem Maria e seu
papel na obra da salvação. “Sei que Maria está no coração de todos”, afirmou Fr. Stéphane. “Nós,
hoje, queremos agradecer-lhe por sua proteção e reconhecê-la como Estrela da nova
evangelização, pois dela aprendemos como transmitiu Cristo aos varões e mulheres de nossa
geração.Esse pedido a Igreja de Jerusalém eleva a Deus, à qual ela pertencia.”
No encerramento, antes da bênção, foi rezada a tradicional oração pela República da
França, na qual foi pedido ao Senhor que os varões e a mulheres desse país busquem sempre a
justiça a fim de garantir a todos paz sólida e verdadeira.

Giovanni Malaspina