
Celebrar o Centenário Francisco não significa apenas lembrar um santo que viveu há oito séculos, mas celebrar uma figura que faz emergir o que é verdadeiramente essencial. Entre os cristãos, mas também entre os não crentes. Um homem que viveu no passado, mas que ainda hoje é atual. Uma existência que, como lembrou o Custodio da Terra Santa, Frai Francesco Ielpo, foi "antes de qualquer outra coisa, um encontro com Cristo."
Este é um dos pontos das mensagens lançadas durante o encontro inter-religioso que se realizou na sexta-feira, 26 de junho, em Ein Karem, no convento de São João in Montana. Um encontro centrado na figura de São Francisco de Assis, na de São João Batista e no diálogo entre as diferentes fés lidos através da história da Terra Santa.
Frai Ielpo percorreu a vida do santo assisense, sublinhando os vários aspetos da sua espiritualidade. Atenção especial foi dedicada ao encontro com o sultão Malik al-Kamil durante a Quinta Cruzada. "Francisco mostrou que o diálogo começa quando se tem a coragem de encontrar o outro sem medo. Não procurava compromissos, procurava pessoas," afirmou o Padre Custodio, porque "para Francisco a paz nasce sempre de um encontro." E num encontro como aquele em Ein Karem, o apelo ao diálogo também foi essencial para abrir o caminho para as outras intervenções dos especialistas. Depois de Peppi Yakiravitz, presidente do Comité de Ein Karem, intervieram Hanna Werman, professora de história do povo de Israel na Universidade Ben Gurion, e Dudi Mevorach, curador sénior para o período helenístico, romano e bizantino do Museu de Israel.
Leituras que abordaram a figura de São João Batista na história da Terra Santa para depois se deslocarem para a igreja do convento, onde às saudações de Frai George, superior do Convento de São João in Montana, se seguiu o concerto do Magnificat Institute. Um encontro que terminou entre os aplausos dos participantes para lembrar que o diálogo só pode nascer da cultura e da compreensão mútua.
Lorenzo Vita
